28/02/11 - 18:37
Uma questão de RESPEITO
Desde os primórdios existe a premissa (por mais redundante que isso seja) que diz: “cada um com suas escolhas”. Pois bem, é daí que pretendo iniciar o fim ou o começo de uma longa discussão. Quantos já falaram - e como falaram - sobre a polêmica classificação da verdadeira música eletrônica? Eu mesma escrevi a respeito. De forma que de tanto ler, ponderar, pensar, verbalizar, acabei por chegar a um novo ponto de vista que pretendo expor neste texto.
Na última edição da House Mag, o empresário Marcos Yamin declarou o seguinte: “essa mistura de mega bandas pops com DJs/produtores, levando uma música que deveria ficar nos estádios e nas rádios para dentro das pistas de dança, está “desaculturando” o esforço de dezenas de profissionais em todo o Brasil”. Ual! Acontece que o mesmo número 21 da publicação lançou um furo sobre a produção que o duo Felguk fez para uma música, "The Time (The Dirty Bit)", de Black Eyed Peas. Este é só um pequeno exemplo de como a diversidade está infiltrada na dita “cena”, pronta para ser apreciada, aplaudida e até mesmo apedrejada.
Para quem não sabe, o Mosca é meu amigo, ex-patrão e um dos responsáveis pela minha paixão eletrônica. De forma que admiro muito seu trabalho, sua experiência e palavras. Tanto que não hesitei em destacar sua afirmação sobre o contexto em que ele define estar o cenário brasileiro. O cara é um dos pioneiros no país quando o assunto é e-music, conhece a “cena” como poucos, impossível não tê-lo como uma referência.
Por outro lado, também conheço e muito admiro o trabalho deste duo carioca que não para de crescer. Não tenho uma relação estreita de amizade com o Felipe e Gustavo, mas os poucos momentos que estive na companhia de ambos foram bastante divertidos. Além disso, não posso deixar de aplaudir os dois por todo sucesso que seguem alcançando, inclusive levando com força o nome do Brasil para diversos cantos do mundo, sendo reconhecidos por músicos mais do que consagrados.
Enfim, este contraponto de respeito e admiração acontece muito comigo. Tanto pelo fato de curtir a noite, quanto pelo fato de ser jornalista. Todos os dias, conheço algum DJ, produtor, assessor, admirador ou seja lá o que for relacionado à música eletrônica. Todos os dias, passo a conhecer pessoas que lutam por seu espaço, que trabalham arduamente em prol do que acreditam, e TRABALHAM!
Sendo assim, todos os dias eu aprendo que cada um vive conforme sua própria música. Não adianta o underground gritar e o mainstream contra-atacar ou vice-versa. Sempre vai existir espaço para aqueles que trabalham, que pesquisam, que estudam. Sejam eles baseados na ideologia que for. O mundo é feito de escolhas. Entre essas, cada um tem a sua. E todos nós temos sim o direito de fazer barulho, protestar, revolucionar... Mas acima de tudo temos que aprender a RESPEITAR as escolhas daqueles que não caminham pela mesma estrada que nós. Afinal, os bons de verdade não precisam da fatia de sucesso que outros bons já conquistaram.
(por Carolina Schubert)
Na última edição da House Mag, o empresário Marcos Yamin declarou o seguinte: “essa mistura de mega bandas pops com DJs/produtores, levando uma música que deveria ficar nos estádios e nas rádios para dentro das pistas de dança, está “desaculturando” o esforço de dezenas de profissionais em todo o Brasil”. Ual! Acontece que o mesmo número 21 da publicação lançou um furo sobre a produção que o duo Felguk fez para uma música, "The Time (The Dirty Bit)", de Black Eyed Peas. Este é só um pequeno exemplo de como a diversidade está infiltrada na dita “cena”, pronta para ser apreciada, aplaudida e até mesmo apedrejada.
Para quem não sabe, o Mosca é meu amigo, ex-patrão e um dos responsáveis pela minha paixão eletrônica. De forma que admiro muito seu trabalho, sua experiência e palavras. Tanto que não hesitei em destacar sua afirmação sobre o contexto em que ele define estar o cenário brasileiro. O cara é um dos pioneiros no país quando o assunto é e-music, conhece a “cena” como poucos, impossível não tê-lo como uma referência.
Por outro lado, também conheço e muito admiro o trabalho deste duo carioca que não para de crescer. Não tenho uma relação estreita de amizade com o Felipe e Gustavo, mas os poucos momentos que estive na companhia de ambos foram bastante divertidos. Além disso, não posso deixar de aplaudir os dois por todo sucesso que seguem alcançando, inclusive levando com força o nome do Brasil para diversos cantos do mundo, sendo reconhecidos por músicos mais do que consagrados.
Enfim, este contraponto de respeito e admiração acontece muito comigo. Tanto pelo fato de curtir a noite, quanto pelo fato de ser jornalista. Todos os dias, conheço algum DJ, produtor, assessor, admirador ou seja lá o que for relacionado à música eletrônica. Todos os dias, passo a conhecer pessoas que lutam por seu espaço, que trabalham arduamente em prol do que acreditam, e TRABALHAM!
Sendo assim, todos os dias eu aprendo que cada um vive conforme sua própria música. Não adianta o underground gritar e o mainstream contra-atacar ou vice-versa. Sempre vai existir espaço para aqueles que trabalham, que pesquisam, que estudam. Sejam eles baseados na ideologia que for. O mundo é feito de escolhas. Entre essas, cada um tem a sua. E todos nós temos sim o direito de fazer barulho, protestar, revolucionar... Mas acima de tudo temos que aprender a RESPEITAR as escolhas daqueles que não caminham pela mesma estrada que nós. Afinal, os bons de verdade não precisam da fatia de sucesso que outros bons já conquistaram.
(por Carolina Schubert)
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